Gestão do Trabalho e Educação na Saúde
Plano Municipal de Saúde 2026-2029
Município
1. Apresentação
Este Caderno de Saúde integra a Análise de Situação de Saúde (ASIS) do Plano Municipal de Saúde (PMS) 2026-2029 de Concórdia do Pará. Seu objetivo é analisar a situação da força de trabalho em saúde do município, os vínculos empregatícios, as condições de carreira e remuneração, as ações de educação permanente e a suficiência do quadro profissional para atender às necessidades de saúde da população.
A gestão do trabalho e da educação na saúde é componente estruturante do SUS. O desempenho dos serviços de saúde depende, em última instância, das pessoas que os executam. A quantidade, a qualificação, a motivação e a estabilidade dos profissionais determinam a capacidade resolutiva do sistema. Para um município de Porte I como Concórdia do Pará (28.270 habitantes, 2025), com Índice de Vulnerabilidade Social de 0,549 (muito alta vulnerabilidade), a gestão da força de trabalho é ainda mais crítica: a escassez e a rotatividade de profissionais comprometem diretamente a continuidade do cuidado e a vinculação da população com as equipes.
O PMS 2026-2029, na Diretriz n. 9, define como eixo estratégico a "contribuição à adequada formação, alocação, qualificação, valorização e democratização das relações de trabalho dos trabalhadores do SUS". Este caderno fornece a base diagnóstica para o cumprimento dessa diretriz.
As fontes de dados incluem: instrumentos de gestão do quadriênio 2022-2025 (RDQAs e RAGs registrados no DGMP), metas do PMS 2026-2029 (DOMI), estrutura organizacional da SMS (Lei Municipal 142/1997), Lei Municipal 581/2012 (Plano de Carreira e Remuneração), Lei Municipal 1.228/2025 (incentivo aos ACS) e dados do CNES.
Sumário
- Sumário gerado automaticamente a partir das seções do caderno.
Resumo Executivo
Análise da força de trabalho em saúde de Concórdia do Pará a partir do CNES, RDQAs e RAGs 2022-2025, PCR (Lei 581/2012) e estrutura organizacional (Lei 142/1997). Detalhes e fontes nas seções seguintes.
- Médicos com vínculo temporário: 77% (88% em 2024)
- Enfermeiros com vínculo temporário: 97% (94% em 2022; em piora)
- Consultas APS/hab/ano: 1,21 (parâmetro 2-3)
- Estrutura organizacional: Lei 142/1997 (28 anos); PCR: Lei 581/2012 (13 anos)
- Cobertura APS formal: 100%; ICSAB meta 9,9% (Meta 1.1.2)
- Apenas 3% dos enfermeiros e 23% dos médicos com vínculo estável; risco de colapso
- Sem coordenação formal de educação permanente; ciclo "contratar-capacitar-perder"
- PCR de 2012 não contempla CAPS, eMulti, regulação, SAMU
- Hospital opera sem comissões obrigatórias (CCIH, Ética, Revisão de Prontuários)
- Cobertura formal 100% sem produção correspondente (1,21 consultas/hab)
- Concurso público para médicos e enfermeiros (Meta 9.2.1: 100% vínculos protegidos)
- Atualização da estrutura organizacional da SMS (substituir Lei 142/1997)
- Revisão do PCR com inclusão das novas categorias e gratificações territoriais
- Instituir coordenação de educação permanente vinculada a metas do PMS
- Implantar comissões hospitalares obrigatórias e ampliar produtividade da APS
2. Estrutura organizacional de gestão de pessoas na SMS
A estrutura da SMS de Concórdia do Pará, definida pela Lei Municipal n. 142/1997, prevê a seguinte hierarquia para gestão de pessoal:
- Departamento de Administração (ADM) - Administrar finanças, material e pessoal da SMS.
- Divisão de Pessoal (PESS) - Gerir treinamento, recursos humanos e arquivo.
- Setor de Treinamento e Recursos Humanos (TRH)
- Arquivo (ARQ)
- Divisão de Pessoal (PESS) - Gerir treinamento, recursos humanos e arquivo.
Análise
A estrutura formal é mínima para a complexidade atual da gestão de pessoas em saúde. A Divisão de Pessoal concentra responsabilidades de folha de pagamento, recrutamento, capacitação, gestão de contratos e dimensionamento de força de trabalho em um único setor, sem separação entre funções operacionais (admissão, folha, controle de ponto) e estratégicas (planejamento de RH, educação permanente, desprecarização). A ausência de uma coordenação formal de educação permanente é lacuna relevante, considerando as metas do PMS.
3. Quantitativo de profissionais por categoria
O município opera 18 Unidades Básicas de Saúde, 1 hospital geral de pequeno porte (Hospital João Lins de Oliveira), 1 CAPS I (implantado em 2023), 1 laboratório de análises clínicas, unidade de vigilância, farmácia municipal e base descentralizada do SAMU em habilitação (Proposta SAIPS n. 219675).
Com base nos dados dos RDQAs e RAGs do quadriênio 2022-2025, o quadro de profissionais alocados na rede municipal de saúde inclui as seguintes categorias principais:
| Categoria profissional | Presença na rede | Observação |
|---|---|---|
| Médicos (generalistas e ESF) | Sim | Lotados na APS e hospital |
| Enfermeiros | Sim | Lotados na APS, hospital e CAPS |
| Técnicos/auxiliares de enfermagem | Sim | APS, hospital e urgência |
| Cirurgiões-dentistas | Sim | Equipes de saúde bucal |
| Agentes Comunitários de Saúde (ACS) | Sim | 18 UBS, cobertura territorial |
| Agentes de Combate a Endemias (ACE) | Sim | Vigilância ambiental |
| Farmacêutico | Sim | Farmácia municipal |
| Profissionais NASF/eMulti | Sim | Apoio matricial às equipes |
| Profissionais do CAPS | Sim | Equipe multiprofissional desde 2023 |
| Condutores socorristas | Em implantação | Previstos para SAMU 192 |
3.1. Composição segundo o CNES (competência 202602)
Como referência paralela aos instrumentos de gestão, a leitura do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) na competência fevereiro/2026 permite quantificar a força de trabalho efetivamente vinculada à rede municipal. As principais ocupações registradas são Agentes Comunitários de Saúde (CBO 515105) com 76 profissionais e 3.040 horas ambulatoriais semanais, Técnicos de Enfermagem (CBO 322205) com 54 profissionais e 1.120 horas, Recepcionistas em consultórios médicos (CBO 411010) com 25 profissionais, Auxiliares de Enfermagem (CBO 322245) com 20 profissionais e 800 horas, motoristas (CBO 782320) com 20 profissionais, Agentes de Combate às Endemias (CBO 514320) com 20 profissionais, faxineiros e auxiliares de serviços gerais (CBO 517420) com 16 profissionais e Enfermeiros (CBO 223505) com 15 profissionais e 355 horas ambulatoriais. Essa composição confirma o desenho de rede com forte base territorial (ACS e ACE somam 96 profissionais) e quadro reduzido de profissionais de nível superior, o que reforça o diagnóstico de subdimensionamento clínico discutido nas próximas seções.
4. Vínculos empregatícios
A análise dos vínculos empregatícios dos profissionais de saúde de Concórdia do Pará é o ponto mais crítico deste caderno. Os dados dos RDQAs e RAGs do quadriênio 2022-2025, consolidados nos alertas do DGMP, revelam um quadro de precarização sistemática e persistente dos vínculos de trabalho, particularmente nas categorias de médicos e enfermeiros.
4.1. Médicos - percentual de vínculos temporários
| Ano | % de médicos com vínculo temporário | Tendência |
|---|---|---|
| 2022 | 71% a 76% | Linha de base |
| 2023 | 71% a 80% | Estável/crescente |
| 2024 | 88% | Pico de precarização |
| 2025 | 77% | Leve recuo, ainda crítico |
Análise
A proporção de médicos temporários oscilou entre 71% e 88% ao longo do quadriênio, com pico em 2024. Isso significa que, a cada ponto no tempo, apenas 1 em cada 4 a 5 médicos do município detém vínculo estável (estatutário ou CLT). A precarização médica tem implicações graves: alta rotatividade, descontinuidade do cuidado longitudinal na APS, fragilidade no vínculo profissional-paciente, perda de memória institucional e dificuldade de implementar protocolos clínicos sustentáveis.
O recuo de 88% para 77% em 2025 pode indicar realização de concurso ou contratação via processo seletivo mais estável, mas o patamar continua incompatível com a meta do PMS (Diretriz 9, Objetivo 9.2: ampliar para 100% os trabalhadores com vínculos protegidos).
4.2. Enfermeiros - percentual de vínculos temporários
| Ano | % de enfermeiros com vínculo temporário | Tendência |
|---|---|---|
| 2022 | 94% | Linha de base |
| 2023 | 94% a 95% | Estável |
| 2024 | 96% | Crescente |
| 2025 | 97% | Pico - agravamento contínuo |
Análise
A situação dos enfermeiros é ainda mais grave que a dos médicos. A precarização é praticamente universal: 97% dos enfermeiros em 2025 possuem vínculo temporário. Em termos concretos, isso significa que praticamente toda a enfermagem do município pode ser desligada ao término dos contratos, sem garantias trabalhistas plenas e sem continuidade assistencial.
O enfermeiro é a espinha dorsal da Atenção Primária: coordena as equipes de Saúde da Família, executa consultas de enfermagem, realiza pré-natal, puericultura, acompanhamento de crônicos, supervisiona os ACS e é responsável pela organização do processo de trabalho nas UBS. A precarização de 97% dessa categoria compromete a resolutividade de toda a rede.
A tendência é agravante: diferentemente dos médicos, que tiveram leve recuo em 2025, os enfermeiros apresentam crescimento contínuo da precarização a cada ano do quadriênio.
4.3. Demais categorias
4.4. Síntese da precarização
O quadro geral de precarização do trabalho em Concórdia do Pará representa um risco estrutural para o SUS municipal:
- Descontinuidade assistencial: profissionais temporários tendem a permanecer por períodos curtos, impedindo a construção de vínculo longitudinal com a população - princípio fundamental da APS.
- Custo recorrente de recrutamento e treinamento: a alta rotatividade impõe ao município ciclos contínuos de seleção, contratação e capacitação de novos profissionais, consumindo recursos que poderiam ser direcionados ao cuidado.
- Risco trabalhista: contratos temporários sucessivos podem configurar vínculo empregatício permanente perante a Justiça do Trabalho, expondo o município a passivos judiciais.
- Desmotivação e evasão: a ausência de perspectiva de carreira e estabilidade dificulta a fixação de profissionais no município, especialmente médicos, que dispõem de amplo mercado de trabalho alternativo.
- Fragilidade institucional: a dependência de contratos temporários torna a rede vulnerável a descontinuidades por decisão política ou administrativa (troca de gestão, contingenciamento).
Evolução da precarização dos vínculos (2022-2025)
5. Plano de Cargos, Carreira e Remuneração
5.1. Lei Municipal n. 581/2012 - Plano de Carreira e Remuneração dos Servidores da Saúde
O município dispõe de Plano de Carreira e Remuneração (PCR) instituído pela Lei Municipal n. 581/2012, que dispõe sobre o plano de carreira e remuneração dos servidores da saúde. A existência desse instrumento é positiva: a maioria dos municípios brasileiros de Porte I não possui PCR específico para a saúde.
Situação atual: Embora o PCR exista formalmente, a taxa de precarização (77% dos médicos e 97% dos enfermeiros em vínculos temporários em 2025) indica que o plano não está sendo efetivamente utilizado como instrumento de atração e fixação de profissionais. O número reduzido de servidores estatutários sugere que os concursos públicos para provimento de cargos do PCR são infrequentes ou com oferta insuficiente de vagas.
5.2. Lei Municipal n. 1.228/2025 - Incentivo aos Agentes Comunitários de Saúde
A Lei Municipal n. 1.228/2025 estabelece incentivos específicos para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS). A edição dessa lei em 2025 é consistente com a legislação federal (Lei 11.350/2006, alterada pela Lei 13.595/2018), que determina piso salarial nacional e vínculo direto com a administração pública para os ACS.
A existência de legislação municipal complementar para os ACS indica que o município reconhece a especificidade dessa categoria. Os ACS são peça fundamental da ESF: são os profissionais que realizam a busca ativa, o cadastramento domiciliar e a vigilância territorial. Em um município com comunidades rurais e quilombolas, como Concórdia do Pará, a fixação e valorização dos ACS é ainda mais estratégica.
5.3. Recomendação
O quadriênio 2026-2029 deve priorizar:
- Revisão e atualização do PCR (Lei 581/2012): avaliar se os cargos, as remunerações e a progressão funcional são adequados à realidade atual, incluindo cargos que não existiam em 2012 (profissionais do CAPS, eMulti, SAMU).
- Realização de concurso público: para provimento de cargos do PCR, com foco prioritário em enfermeiros e médicos, reduzindo a dependência de contratos temporários.
- Regulamentação de incentivos para fixação em áreas rurais: considerando a dispersão territorial do município e a existência de comunidades de difícil acesso.
6. Educação permanente em saúde
6.1. Metas do PMS
A Diretriz n. 9 do PMS, Objetivo 9.1, estabelece a meta de implementar ações de educação permanente para qualificação das redes de atenção. A previsão anual no DOMI é:
| Ano | Meta (% de ações de EP implementadas) |
|---|---|
| 2022 | 60% |
| 2023 | 70% |
| 2024 | 80% |
| 2025 | 90% |
| 2026 | 99% |
| Meta PMS 2026-2029 | 99% |
6.2. Análise da situação
A meta de 99% de ações de educação permanente implementadas para o quadriênio 2026-2029 é ambiciosa e coerente com a necessidade do município. Contudo, a efetividade da educação permanente depende de fatores que merecem atenção:
a) Estrutura de gestão: Conforme analisado na seção 2, a SMS não possui coordenação formal de educação permanente. O Setor de Treinamento e Recursos Humanos (TRH), subordinado à Divisão de Pessoal, acumula funções operacionais de RH com a responsabilidade de planejar e executar ações educativas, o que limita a capacidade de atuação estratégica.
b) Rotatividade como obstáculo: A alta precarização dos vínculos profissionais gera rotatividade elevada, o que compromete o investimento em educação permanente. Capacitar profissionais que serão desligados em poucos meses representa desperdício de recursos e perda de competências organizacionais. A educação permanente só é sustentável quando a força de trabalho é estável.
c) Áreas prioritárias para EP no quadriênio 2026-2029:
- Classificação de risco e acolhimento (APS e hospital)
- Protocolos de atenção à saúde da mulher (pré-natal, puerpério, rastreamento de câncer)
- Manejo de doenças crônicas na APS (hipertensão, diabetes)
- Saúde mental na APS e matriciamento CAPS-APS (meta 5.1.2: 20 ações anuais)
- Vigilância epidemiológica e notificação compulsória
- Urgência e emergência (capacitação para implantação do SAMU)
- Registro e alimentação de sistemas de informação (e-SUS, SIA, SIHD)
d) Integração regional: A Região de Saúde Metropolitana II pode ser aproveitada como espaço de educação permanente compartilhada, reduzindo custos e ampliando o acesso a formações especializadas.
6.3. Mesa de negociação permanente
A Diretriz n. 9, Objetivo 9.3, prevê a implantação e manutenção de 1 mesa de negociação permanente do SUS no município (meta 9.3.1). A mesa de negociação é espaço de diálogo entre gestão e trabalhadores para tratar de condições de trabalho, remuneração, jornada e conflitos laborais. A implantação desse espaço é fundamental para a democratização das relações de trabalho, conforme preconizado pela Política Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (NOB/RH-SUS).
7. Suficiência da força de trabalho
7.1. Cobertura de APS
O município mantém cobertura populacional estimada de 100% pelas equipes de Atenção Primária desde 2023 (meta 1.1.1 do PMS). Com 18 UBS para 28.270 habitantes, a razão é de aproximadamente 1 UBS para cada 1.570 habitantes, compatível com o parâmetro da ESF (1 equipe para 2.000 a 3.500 pessoas).
No entanto, a cobertura formal de 100% contrasta com a produção de apenas 1,21 consultas APS/habitante/ano em 2025 (e apenas 0,97 em 2024), valor inferior ao parâmetro de 2 a 3 consultas/hab/ano recomendado. Isso sugere que, embora haja equipes suficientes no papel, a capacidade efetiva de atendimento está aquém do necessário, seja por absenteísmo, vagas não preenchidas, carga horária insuficiente ou problemas de processo de trabalho.
7.2. Equipes de Saúde Bucal
A cobertura de saúde bucal também é de 100% (meta 1.1.4), com equipes distribuídas pelas UBS. A meta de escovação supervisionada é de 0,66% para o quadriênio 2026-2029.
7.3. CAPS I
O CAPS I foi implantado em 2023, atendendo à necessidade de um município com população acima de 20 mil habitantes. A meta é manter 1 CAPS implantado (meta 5.1.1). O funcionamento adequado do CAPS depende de equipe multiprofissional estável, o que é desafiador no contexto de precarização descrito.
7.4. SAMU 192
O município obteve parecer de mérito favorável no SAIPS para habilitação do SAMU (Proposta n. 219675). A implantação do serviço demandará contratação de médicos plantonistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores socorristas, categoria ainda inexistente no quadro municipal. A proposta de emenda parlamentar n. 36000779081202600 prevê recursos para remuneração desses profissionais. A garantia de vínculo adequado para a equipe do SAMU deve ser prioridade desde a implantação.
7.5. Hospital João Lins de Oliveira
O hospital de pequeno porte opera sem as comissões obrigatórias (CCIH, Revisão de Prontuários, Ética), conforme identificado no Caderno 03. A constituição dessas comissões depende da disponibilidade de profissionais qualificados e com carga horária destinada a essas atividades, o que remete ao desafio de dimensionamento da força de trabalho hospitalar.
8. Problemas identificados
Lista de Siglas e Abreviações
| Sigla | Significado |
|---|---|
| ACS | Agente Comunitário de Saúde |
| AIH | Autorização de Internação Hospitalar |
| APS | Atenção Primária à Saúde |
| ASIS | Análise de Situação de Saúde |
| CAPS | Centro de Atenção Psicossocial |
| CIB | Comissão Intergestores Bipartite |
| CIR | Comissão Intergestores Regional |
| CNES | Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde |
| DATASUS | Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde |
| DGMP | DigiSUS Gestor - Módulo Planejamento |
| DOMI | Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores |
| DW | Data Warehouse |
| eSF | Equipe de Saúde da Família |
| eSB | Equipe de Saúde Bucal |
| e-SUS AB | Estratégia e-SUS Atenção Básica |
| IBGE | Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística |
| MAC | Média e Alta Complexidade |
| PAS | Programação Anual de Saúde |
| PMS | Plano Municipal de Saúde |
| RAG | Relatório Anual de Gestão |
| RDQA | Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior |
| SIA | Sistema de Informações Ambulatoriais |
| SIH | Sistema de Informações Hospitalares |
| SIM | Sistema de Informações sobre Mortalidade |
| SINAN | Sistema de Informação de Agravos de Notificação |
| SINASC | Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos |
| SIOPS | Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde |
| SISAB | Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica |
| SMS | Secretaria Municipal de Saúde |
| SUS | Sistema Único de Saúde |
| TFD | Tratamento Fora de Domicílio |
Lista de Tabelas
- Lista gerada automaticamente a partir das tabelas do caderno.
Lista de Gráficos e Figuras
- Lista gerada automaticamente a partir dos gráficos e figuras do caderno.
Legislação Citada
A base normativa abaixo deve ser lida em conjunto com as normas específicas citadas no corpo do Gestão do Trabalho. Os links apontam para fontes oficiais de consulta pública na internet.
| Norma | Ementa curta / uso no caderno | Link oficial |
|---|---|---|
| Constituição Federal de 1988 | Arts. 196 a 200 - base constitucional do SUS | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm |
| Lei no 8.080/1990 | Lei Orgânica da Saúde - organização, competências e planejamento do SUS | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm |
| Lei no 8.142/1990 | Participação social e transferências intergovernamentais no SUS | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm |
| Lei Complementar no 141/2012 | Aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde, fiscalização e controle | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp141.htm |
| Decreto no 7.508/2011 | Regiões de Saúde, Mapa da Saúde, planejamento regional e organização das redes | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm |
| Portaria de Consolidação GM/MS no 1/2017 | Normas sobre organização e funcionamento do SUS; Título IV dos instrumentos de gestão | https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0001_03_10_2017.html |
Fontes de dados
- IBGE - Censo Demográfico 2022 e estimativas populacionais municipais usadas como denominadores.
- DATASUS - sistemas SIM, SINASC, SINAN, SIH/SUS, SIA/SUS, CNES, SISAB e SIOPS, conforme pertinência temática do caderno.
- DigiSUS Gestor - Módulo Planejamento (DGMP) - instrumentos de gestão municipal e registros de monitoramento do ciclo anterior.
- Data Warehouse Akapu - bases públicas e bases locais tratadas para análise histórica, com data de consulta registrada no corpo do caderno quando disponível.
Links utilizados
| Fonte | URL | Uso |
|---|---|---|
| IBGE | https://www.ibge.gov.br | Fonte demográfica e territorial |
| DATASUS | https://datasus.saude.gov.br | Sistemas nacionais de informação em saúde |
| CNES | https://cnes.datasus.gov.br | Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde |
| SISAB | https://sisab.saude.gov.br | Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica |
| SIOPS | https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops | Orçamentos públicos em saúde |
| DigiSUS Gestor - Módulo Planejamento | https://digisusgmp.saude.gov.br | Instrumentos de gestão do SUS |
Glossário técnico
| Termo | Definição operacional |
|---|---|
| Análise de Situação de Saúde (ASIS) | Leitura técnica das condições de saúde, da rede e dos determinantes sociais que fundamenta o Plano Municipal de Saúde. |
| Data Warehouse Akapu | Ambiente analítico que consolida bases públicas e locais para gerar séries históricas e indicadores de apoio à gestão. |
| Mapa da Saúde | Descrição geográfica da distribuição de recursos humanos, ações, serviços e indicadores de saúde em uma região. |
| Plano Municipal de Saúde (PMS) | Instrumento central de planejamento do SUS municipal para o período de quatro anos. |
| Programação Anual de Saúde (PAS) | Desdobramento anual do PMS, com ações, metas e recursos previstos para cada exercício. |
Caderno de Saúde - PMS 2026-2029 | Município | Assessoramento Akapu Saúde
