Fluxos Assistenciais
Plano Municipal de Saúde 2026-2029
Município
1. Apresentação
Este Caderno de Saúde integra a Análise de Situação de Saúde (ASIS) do Plano Municipal de Saúde (PMS) 2026-2029 de Concórdia do Pará. Seu objetivo é analisar como a população acessa os serviços de saúde, os mecanismos de regulação existentes, os fluxos de referência e contrarreferência, os deslocamentos de pacientes para outros municípios e a organização do transporte sanitário.
A regulação do acesso é função essencial da gestão municipal do SUS. O Decreto 7.508/2011 e a Portaria de Consolidação GM/MS 1/2017 estabelecem que o acesso à rede de atenção deve ser ordenado pela Atenção Primária à Saúde, com referenciamento regulado para os demais níveis de complexidade. Para um município de Porte I como Concórdia do Pará (28.270 habitantes, Região de Saúde Metropolitana II), a regulação é especialmente relevante: o município não dispõe de serviços de média e alta complexidade em volume suficiente para atender a todas as necessidades de saúde, dependendo de fluxos pactuados na região de saúde para garantir o acesso.
As fontes de dados incluem: instrumentos de gestão do quadriênio 2022-2025, dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), metas do PMS 2026-2029 (DOMI), estrutura organizacional da SMS, legislação municipal (Lei Orgânica, art. 205) e dados do SIA/SIH-SUS.
Sumário
- Sumário gerado automaticamente a partir das seções do caderno.
Resumo Executivo
Análise dos fluxos assistenciais de Concórdia do Pará: porta de entrada, regulação, evasão, transporte sanitário e fluxos específicos. Detalhes e fontes nas seções seguintes.
- Cobertura APS formal: 100%; consultas APS/hab/ano: 1,21
- SAMU 192: em habilitação (SAIPS Proposta 219675)
- Sem central municipal de regulação plenamente formalizada
- Transporte sanitário: gargalo para comunidades rurais e quilombolas
- Internação psiquiátrica: depende de referência regional
- Ausência de protocolos documentados de classificação de risco
- Dependência de fluxos regionais sem monitoramento local de filas
- Contrarreferência frágil; APS não recebe retorno do especializado
- Estrutura organizacional da SMS sem coordenação de regulação (Lei 142/1997)
- Habilitar SAMU 192 e formalizar central municipal de regulação
- Protocolo institucional de classificação de risco em todas as portas (Manchester ou similar)
- Plano de transporte sanitário próprio com priorização rural/quilombola
- Sistema de monitoramento de filas e tempos de espera com painel mensal
- Atualizar estrutura da SMS para incluir Coordenação de Regulação
2. Porta de entrada: como a população acessa os serviços
2.1. Atenção Primária como porta de entrada principal
A Atenção Primária à Saúde é a principal porta de entrada do sistema de saúde em Concórdia do Pará, conforme preconizado pelo SUS. Com 18 Unidades Básicas de Saúde distribuídas pelo território e cobertura de 100% pela Estratégia Saúde da Família, toda a população possui uma equipe de referência responsável por seu acompanhamento.
O fluxo padrão de acesso é:
| Etapa | Descrição |
|---|---|
| 1. Demanda espontânea e programada nas UBS | O paciente procura sua UBS de referência, é acolhido pela equipe e tem sua necessidade avaliada. Demandas de baixa complexidade (consultas, curativos, vacinação, pré-natal de risco habitual, acompanhamento de crônicos) são resolvidas na própria UBS. |
| 2. Classificação de risco e encaminhamento | Quando a necessidade do paciente extrapola a capacidade resolutiva da UBS, o profissional realiza o encaminhamento para o nível seguinte (hospital, serviço especializado, exame complementar). |
| 3. Busca ativa e territorialização | Os ACS realizam visitas domiciliares periódicas, identificando pessoas que não acessam espontaneamente os serviços, populações vulneráveis e situações de risco. |
2.2. Acesso ao Hospital João Lins de Oliveira
O Hospital João Lins de Oliveira (hospital geral de pequeno porte, gestão municipal) funciona como segundo nível de acesso para internações de baixa complexidade, partos e atendimento de urgência. O fluxo é:
| Via de acesso | Descrição |
|---|---|
| Referenciamento pela APS | Pacientes encaminhados pelas UBS para internação ou procedimentos que exigem ambiente hospitalar. |
| Demanda espontânea de urgência | Pacientes que procuram diretamente o hospital em situações de urgência. |
2.3. Acesso ao CAPS I
O CAPS I, implantado em 2023, constitui porta de entrada específica para saúde mental, atendendo pacientes com transtornos mentais graves e com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. O fluxo combina:
| Via de acesso | Descrição |
|---|---|
| Demanda espontânea | Paciente ou familiar procura o CAPS diretamente. |
| Referenciamento pela APS | Pacientes identificados nas UBS com demanda de atenção psicossocial. |
| Matriciamento | A meta 5.1.2 do PMS prevê 20 ações anuais de matriciamento CAPS-APS, fortalecendo a integração entre os dois níveis. |
2.4. Acesso territorial: comunidades rurais e quilombolas
A Lei Orgânica de Concórdia do Pará (art. 205) garante "atendimento médico gratuito, inclusive nas comunidades distantes, onde haja mais de cinquenta famílias, mediante implantação de postos de saúde, equipado com material emergencial", complementado pela "remoção de paciente que necessita de assistência médica, dentro e fora do Município" (art. 205, par. 2).
O município possui comunidades rurais e quilombolas que dependem exclusivamente das equipes de APS para acesso aos serviços de saúde. O acesso dessas populações é condicionado pela:
| Fator condicionante |
|---|
| Presença de UBS ou posto de saúde no território |
| Frequência de visitas das equipes itinerantes |
| Disponibilidade de transporte para deslocamento até a sede municipal ou até o hospital |
| Condições de trafegabilidade das estradas e igarapés, que variam sazonalmente |
3. Regulação
3.1. Central de Regulação
O município possui Central de Regulação cadastrada no CNES, o que indica a existência de uma estrutura formal para intermediar o acesso a serviços que não estão disponíveis localmente. A Central de Regulação é responsável por:
| Atribuição |
|---|
| Agendar consultas e exames especializados fora do município |
| Solicitar internações em hospitais de referência |
| Encaminhar pacientes para procedimentos de média e alta complexidade |
| Articular com a regulação estadual (Central de Regulação Estadual do Pará) |
3.2. Protocolos de classificação de risco
A existência de protocolos de classificação de risco estruturados no município não está documentada nos instrumentos de gestão consultados.
A classificação de risco é fundamental para a organização do acesso, especialmente no hospital municipal, onde a demanda espontânea de urgência precisa ser priorizada por gravidade. A implantação do SAMU 192 (em habilitação) tornará ainda mais necessária a existência de protocolos de classificação de risco padronizados, para garantir a articulação entre o atendimento pré-hospitalar e a recepção hospitalar.
3.3. Regulação regional
Concórdia do Pará integra a Região de Saúde Metropolitana II e a Macrorregião de Saúde Metropolitana do Pará. Os fluxos de referência regionais são organizados pela Programação Pactuada e Integrada (PPI) e pela Central de Regulação Estadual. Os principais municípios de referência são:
| Município de referência | Serviços |
|---|---|
| Belém (capital) | Alta complexidade (oncologia, cardiologia, neurocirurgia, transplantes, terapia intensiva) |
| Castanhal | Média complexidade e serviços especializados da região |
A dependência de fluxos regionais é estrutural para um município de Porte I. A efetividade desses fluxos depende de vagas pactuadas, disponibilidade na rede de referência e do funcionamento da regulação.
4. Evasão e invasão de pacientes
4.1. Evasão (residentes que buscam atendimento fora)
A evasão de pacientes é fenômeno esperado e inevitável para um município de Porte I. Concórdia do Pará não possui serviços de média e alta complexidade em volume e diversidade suficientes para atender a todas as necessidades de sua população. Os principais fluxos de evasão são:
| Tipo de serviço | Destino de referência |
|---|---|
| Consultas e exames especializados (cardiologia, ortopedia, oftalmologia, neurologia) | Castanhal e Belém |
| Internações de média e alta complexidade (cirurgias eletivas, tratamento oncológico, UTI) | Belém |
| Exames de alta complexidade (ressonância magnética, tomografia, endoscopia) | Castanhal e Belém |
| Partos de alto risco | Maternidades de referência em Belém |
4.2. Invasão (não residentes atendidos no município)
A invasão de pacientes de outros municípios tende a ser limitada em Concórdia do Pará, dado que o município não é referência regional para nenhuma especialidade ou serviço de maior complexidade. Eventuais atendimentos a não residentes ocorrem no Hospital João Lins de Oliveira, em situações de urgência.
4.3. Impacto sobre o planejamento
A evasão gera custos indiretos para o município (transporte de pacientes, diárias, acompanhantes) e para os pacientes e famílias (deslocamento, perda de dias de trabalho, gastos com alimentação e hospedagem). A busca por reduzir a evasão evitável - ampliando a oferta local de serviços especializados - é estratégia eficiente tanto do ponto de vista do acesso quanto do financiamento.
4.4. Procedimentos ambulatoriais por município executor (SIA/SUS)
A leitura do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) para residentes de Concórdia do Pará no biênio 2024-2025 confirma o padrão regional descrito acima. A própria sede municipal (código IBGE 150275) executou 126.729 procedimentos para sua população, enquanto Castanhal (150140) executou 45.462 procedimentos, Marituba (150442) 5.416, Acará (150080) 3.424, Tomé-Açu (150812) 2.349, Cametá (150240) 1.298, Aurora do Pará (150095) 306 e Mãe do Rio (150550) 221. Castanhal concentra cerca de 25% dos procedimentos consumidos pelos residentes, validando seu papel de referência intermediária. Os deslocamentos para Belém aparecem subdimensionados nesse recorte, indicando que parte do fluxo de média e alta complexidade pode estar registrada em sistemas hospitalares (SIH) ou em prestadores belenenses não capturados neste corte. Recomenda-se cruzar com SIH/SUS para completar o mapa de evasão.
Em volume total, a produção ambulatorial vinculada a residentes do município (executada na sede e fora dela) cresceu de 67.849 procedimentos em 2022 para 90.439 em 2025, com pico de 95.446 em 2024, em linha com a ampliação da rede municipal e a maior captura de produção pelos sistemas oficiais.
5. Tempo de espera
5.1. Situação
O tempo de espera para consultas especializadas, exames complementares e procedimentos eletivos é indicador crítico de acesso. Para Concórdia do Pará, não há dados sistematizados sobre tempo de espera nos instrumentos de gestão consultados.
5.2. Inferências indiretas
Alguns indicadores sugerem que o tempo de espera pode ser elevado:
| Indicador | Evidência |
|---|---|
| Exames citopatológicos e mamografias | As metas de rastreamento de câncer do colo do útero (meta 4.1.1: razão de 0,44) e de mama (meta 4.1.2: razão de 0,28) indicam que a oferta é inferior à demanda, o que implica filas de espera para esses exames. |
| Procedimentos de média complexidade | A meta de 2,14 procedimentos ambulatoriais de média complexidade por habitante (meta 1.2.1) é baixa e sugere acesso restrito. |
| Acesso a especialistas | A dependência de deslocamento para Castanhal e Belém implica tempos de espera compostos: tempo na fila de regulação + tempo de deslocamento + tempo de retorno. |
5.3. Recomendação
6. Transporte sanitário
6.1. Base legal
A Lei Orgânica de Concórdia do Pará (art. 205, par. 2) garante a "remoção de paciente que necessita de assistência médica, dentro e fora do Município". Essa obrigação constitucional exige que a SMS mantenha transporte sanitário disponível para:
| Finalidade |
|---|
| Deslocamento de pacientes das comunidades rurais e quilombolas até as UBS e o hospital municipal |
| Transporte de pacientes para serviços de referência em Castanhal e Belém |
| Transporte de urgência (em articulação com o SAMU, quando implantado) |
6.2. SAMU 192
A implantação do SAMU 192 (parecer favorável no SAIPS, Proposta n. 219675) representa avanço qualitativo no transporte de urgência. O SAMU é o componente pré-hospitalar da Rede de Atenção às Urgências e garante atendimento profissional durante o transporte, com equipe capacitada (médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, condutor socorrista).
A proposta de emenda 36000779081202600 prevê recursos para remuneração dos profissionais do SAMU, articulando financiamento e operacionalização do serviço.
6.3. Transporte eletivo (TFD)
O Tratamento Fora do Domicílio (TFD) é instrumento do SUS que garante transporte, diária e, em alguns casos, acompanhante para pacientes que necessitam de atendimento fora do município. Para Concórdia do Pará, o TFD é utilizado principalmente para deslocamentos a Belém.
6.4. Desafios logísticos
O transporte sanitário em Concórdia do Pará enfrenta desafios específicos:
| Desafio | Detalhamento |
|---|---|
| Distância até Belém | Aproximadamente 130 km pela PA-140 e BR-316, com tempo de viagem de 2 a 3 horas em condições normais. |
| Distância até Castanhal | Aproximadamente 100 km, com tempo de viagem de 1,5 a 2,5 horas. |
| Comunidades rurais e ribeirinhas | O acesso a algumas comunidades depende de condições de estradas não pavimentadas ou de transporte fluvial, com variação sazonal (período de chuvas intensas entre janeiro e junho). |
| Custos recorrentes | Combustível, manutenção de veículos, diárias de motoristas e acompanhantes são despesas que oneram o orçamento da saúde de forma contínua. |
7. Fluxos específicos
7.1. Fluxo materno-infantil
O fluxo materno-infantil é estratégico para o município, considerando as metas do PMS na Diretriz 4 (saúde da mulher e da criança):
| Etapa | Descrição | Meta PMS |
|---|---|---|
| Pré-natal | Realizado nas UBS pelas equipes ESF | 66% de nascidos vivos com 7 ou mais consultas (meta 4.2.2) |
| Parto de risco habitual | Realizado no Hospital João Lins de Oliveira | 88% de parto normal (meta 4.2.1) |
| Parto de alto risco | Referenciado para maternidades em Belém via regulação | - |
| Puerpério e puericultura | Acompanhamento nas UBS | - |
7.2. Fluxo de urgência e emergência
| Etapa | Descrição |
|---|---|
| Atendimento pré-hospitalar | Atualmente sem SAMU; transporte por veículo da SMS ou particular. Com a implantação do SAMU, o atendimento pré-hospitalar será profissionalizado. |
| Atendimento hospitalar | Hospital João Lins de Oliveira para urgências de baixa complexidade. |
| Referência regional | Transferência para Castanhal ou Belém quando a complexidade excede a capacidade local. |
7.3. Fluxo de saúde mental
| Etapa | Descrição |
|---|---|
| Identificação na APS | Equipes ESF identificam demandas de saúde mental no território. |
| Matriciamento | Ações de apoio do CAPS às equipes da APS (meta: 20 ações/ano). |
| Atendimento especializado | CAPS I para transtornos graves. |
| Internação psiquiátrica | Referência regional, quando necessária, via regulação. |
8. Problemas identificados
| # | Problema | Evidência |
|---|---|---|
| P1 | Ausência de protocolos de classificação de risco documentados | Instrumentos de gestão 2022-2025 |
| P2 | Dependência de fluxos regionais sem monitoramento local de filas | Regulação regional |
| P3 | Transporte sanitário como gargalo de acesso para comunidades rurais e quilombolas | Lei Orgânica, art. 205 |
| P4 | SAMU ainda não implantado (em habilitação) | SAIPS (Proposta 219675) |
| P5 | Contrarreferência frágil | Instrumentos de gestão 2022-2025 |
| P6 | Baixa resolutividade da APS como fator gerador de evasão evitável (1,21 consultas APS/hab/ano em 2025) | SISAB 2025 |
| P7 | Estrutura organizacional da SMS sem coordenação de regulação formalizada | Lei Municipal 142/1997 |
Fontes: CNES/MS, DGMP, RDQAs e RAGs 2022-2025, PMS 2026-2029 (DOMI), Lei Orgânica Municipal, Lei Municipal 142/1997, SAIPS (Proposta 219675), propostas de emendas parlamentares 2026.
Lista de Siglas e Abreviações
| Sigla | Significado |
|---|---|
| ACS | Agente Comunitário de Saúde |
| AIH | Autorização de Internação Hospitalar |
| APS | Atenção Primária à Saúde |
| ASIS | Análise de Situação de Saúde |
| CAPS | Centro de Atenção Psicossocial |
| CIB | Comissão Intergestores Bipartite |
| CIR | Comissão Intergestores Regional |
| CNES | Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde |
| DATASUS | Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde |
| DGMP | DigiSUS Gestor - Módulo Planejamento |
| DOMI | Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores |
| DW | Data Warehouse |
| eSF | Equipe de Saúde da Família |
| eSB | Equipe de Saúde Bucal |
| e-SUS AB | Estratégia e-SUS Atenção Básica |
| IBGE | Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística |
| MAC | Média e Alta Complexidade |
| PAS | Programação Anual de Saúde |
| PMS | Plano Municipal de Saúde |
| RAG | Relatório Anual de Gestão |
| RDQA | Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior |
| SIA | Sistema de Informações Ambulatoriais |
| SIH | Sistema de Informações Hospitalares |
| SIM | Sistema de Informações sobre Mortalidade |
| SINAN | Sistema de Informação de Agravos de Notificação |
| SINASC | Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos |
| SIOPS | Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde |
| SISAB | Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica |
| SMS | Secretaria Municipal de Saúde |
| SUS | Sistema Único de Saúde |
| TFD | Tratamento Fora de Domicílio |
Lista de Tabelas
- Lista gerada automaticamente a partir das tabelas do caderno.
Lista de Gráficos e Figuras
- Lista gerada automaticamente a partir dos gráficos e figuras do caderno.
Legislação Citada
A base normativa abaixo deve ser lida em conjunto com as normas específicas citadas no corpo do Fluxos Assistenciais. Os links apontam para fontes oficiais de consulta pública na internet.
| Norma | Ementa curta / uso no caderno | Link oficial |
|---|---|---|
| Constituição Federal de 1988 | Arts. 196 a 200 - base constitucional do SUS | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm |
| Lei no 8.080/1990 | Lei Orgânica da Saúde - organização, competências e planejamento do SUS | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm |
| Lei no 8.142/1990 | Participação social e transferências intergovernamentais no SUS | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm |
| Lei Complementar no 141/2012 | Aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde, fiscalização e controle | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp141.htm |
| Decreto no 7.508/2011 | Regiões de Saúde, Mapa da Saúde, planejamento regional e organização das redes | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm |
| Portaria de Consolidação GM/MS no 1/2017 | Normas sobre organização e funcionamento do SUS; Título IV dos instrumentos de gestão | https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0001_03_10_2017.html |
Fontes de dados
- IBGE - Censo Demográfico 2022 e estimativas populacionais municipais usadas como denominadores.
- DATASUS - sistemas SIM, SINASC, SINAN, SIH/SUS, SIA/SUS, CNES, SISAB e SIOPS, conforme pertinência temática do caderno.
- DigiSUS Gestor - Módulo Planejamento (DGMP) - instrumentos de gestão municipal e registros de monitoramento do ciclo anterior.
- Data Warehouse Akapu - bases públicas e bases locais tratadas para análise histórica, com data de consulta registrada no corpo do caderno quando disponível.
Links utilizados
| Fonte | URL | Uso |
|---|---|---|
| IBGE | https://www.ibge.gov.br | Fonte demográfica e territorial |
| DATASUS | https://datasus.saude.gov.br | Sistemas nacionais de informação em saúde |
| CNES | https://cnes.datasus.gov.br | Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde |
| SISAB | https://sisab.saude.gov.br | Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica |
| SIOPS | https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops | Orçamentos públicos em saúde |
| DigiSUS Gestor - Módulo Planejamento | https://digisusgmp.saude.gov.br | Instrumentos de gestão do SUS |
Glossário técnico
| Termo | Definição operacional |
|---|---|
| Análise de Situação de Saúde (ASIS) | Leitura técnica das condições de saúde, da rede e dos determinantes sociais que fundamenta o Plano Municipal de Saúde. |
| Data Warehouse Akapu | Ambiente analítico que consolida bases públicas e locais para gerar séries históricas e indicadores de apoio à gestão. |
| Mapa da Saúde | Descrição geográfica da distribuição de recursos humanos, ações, serviços e indicadores de saúde em uma região. |
| Plano Municipal de Saúde (PMS) | Instrumento central de planejamento do SUS municipal para o período de quatro anos. |
| Programação Anual de Saúde (PAS) | Desdobramento anual do PMS, com ações, metas e recursos previstos para cada exercício. |
