Determinantes Sociais
Plano Municipal de Saúde 2026-2029
Município
1. Apresentação
Este Caderno de Saúde integra a Análise de Situação de Saúde (ASIS) do Plano Municipal de Saúde (PMS) 2026-2029 de Concórdia do Pará. Seu objetivo é analisar os determinantes sociais da saúde no município, isto é, as condições de vida que influenciam diretamente o estado de saúde da população e que estão, em grande medida, fora do alcance direto do sistema de saúde.
O modelo de determinantes sociais da saúde, adotado pela OMS e pelo SUS, reconhece que a saúde é produzida por um conjunto de fatores que incluem condições socioeconômicas, saneamento, habitação, educação, emprego, alimentação, meio ambiente e acesso a bens e serviços. Para um município como Concórdia do Pará - classificado com Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) de 0,549 (muito alta vulnerabilidade) -, a análise dos determinantes sociais é indispensável para compreender por que a população adoece, quais grupos são mais afetados e onde a atuação intersetorial pode gerar maior impacto.
A Constituição Federal (art. 196) define saúde como "direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação". A Lei Orgânica de Concórdia do Pará reproduz esse princípio no art. 203.
As fontes de dados incluem: IBGE (Censo 2022 e estimativas), Índice de Vulnerabilidade Social (IVS/IPEA), dados demográficos do Data Warehouse Akapu, instrumentos de gestão do quadriênio 2022-2025 (RDQAs e RAGs) e metas do PMS 2026-2029 (DOMI).
Sumário
- Sumário gerado automaticamente a partir das seções do caderno.
Resumo Executivo
Análise dos determinantes sociais da saúde de Concórdia do Pará a partir do IVS/IPEA, Censo 2022 (IBGE), DGMP e RAGs 2022-2025. Detalhes e fontes nas seções seguintes.
- IVS: 0,549 (muito alta vulnerabilidade)
- Gravidez na adolescência: 30% dos NV (mães 10-19; ~2x média nacional)
- Saneamento básico: monitoramento de água em 100% (Meta 7.2.1) - cobertura atual abaixo
- Populações quilombolas e ribeirinhas com barreiras de acesso potencializadas
- Transição demográfica e nutricional simultânea
- IVS muito alto como condição estrutural; redução exige ação intersetorial
- Saneamento insuficiente como principal determinante da carga de doenças infecciosas
- Gravidez na adolescência elevada associada a baixa escolaridade e acesso restrito
- Dados insuficientes no diagnóstico (saneamento, educação, renda) prejudicam o planejamento
- Tríplice transição (menos crianças, mais idosos, transição nutricional) exige reorganização
- Mecanismo formal de articulação intersetorial (saúde, educação, assistência, infraestrutura)
- Diagnóstico complementar com dados Censo 2022, SNIS e CadÚnico
- Estratégias específicas para quilombolas e ribeirinhos (eSF itinerantes, ACS locais)
- Plano de redução da gravidez adolescente integrado com PSE
- Vigilância da qualidade da água em 100% das amostras
2. Índice de Vulnerabilidade Social (IVS)
2.1. Visão geral
O IVS de Concórdia do Pará é de 0,549, classificado na faixa de muito alta vulnerabilidade (IVS acima de 0,500). O IVS é composto por três dimensões:
| Dimensão do IVS | O que mede | Impacto na saúde |
|---|---|---|
| Infraestrutura Urbana | Acesso a saneamento, mobilidade urbana, condições de moradia | Doenças de veiculação hídrica, doenças respiratórias, acidentes |
| Capital Humano | Educação, saúde materno-infantil, condições de juventude | Mortalidade infantil, gravidez na adolescência, baixa escolaridade |
| Renda e Trabalho | Renda per capita, taxa de ocupação, informalidade | Insegurança alimentar, acesso a medicamentos, estresse crônico |
2.2. Análise
O valor de 0,549 posiciona Concórdia do Pará entre os municípios com piores condições de vida do país. A classificação de "muito alta vulnerabilidade" não é apenas um indicador estatístico: ela traduz condições concretas que afetam a saúde da população em todas as faixas etárias e em todos os territórios do município.
Para o planejamento em saúde, o IVS tem implicações diretas:
1. Maior carga de doença: populações vulneráveis apresentam maior prevalência de doenças infecciosas, desnutrição, doenças crônicas precoces e agravos relacionados à violência.
2. Menor acesso efetivo aos serviços: mesmo com 100% de cobertura ESF, barreiras sociais (distância, custo de deslocamento, analfabetismo, insegurança alimentar) reduzem o acesso efetivo da população mais vulnerável.
3. Maior demanda por ações intersetoriais: o SUS, isoladamente, não é capaz de modificar os determinantes sociais. A redução do IVS exige articulação com educação, assistência social, habitação, saneamento e desenvolvimento econômico.
3. Saneamento básico
3.1. Abastecimento de água
A Lei Orgânica de Concórdia do Pará (art. 30, inciso XV) atribui ao município a responsabilidade de "prover o saneamento básico, notadamente o abastecimento de água e o aterro sanitário".
O PMS 2026-2029 (meta 7.2.1) prevê "ampliar a proporção de análises realizadas em amostras de água para consumo humano", com meta progressiva de 70% (2022) a 100% (2026-2029). A existência dessa meta indica que a vigilância da qualidade da água ainda não é universal e que parte da população consome água sem monitoramento adequado.
3.2. Esgotamento sanitário
O esgotamento sanitário é um dos determinantes mais relevantes para a saúde, especialmente para doenças diarreicas, parasitoses intestinais e hepatite A. Para municípios do interior do Pará, a cobertura de rede coletora de esgoto é tipicamente muito baixa, com predominância de fossas (sépticas ou rudimentares) e, em áreas rurais, lançamento direto em corpos d'água.
3.3. Coleta de resíduos sólidos
A coleta e a destinação adequada de resíduos sólidos afetam a saúde por meio do controle de vetores (dengue, leptospirose), da prevenção de contaminação do solo e das águas e da redução de acidentes com materiais cortantes/perfurantes em lixões.
3.4. Impacto na saúde
A insuficiência do saneamento básico tem relação direta com:
Internações por doenças diarreicas agudas (DDA): especialmente em crianças menores de 5 anos (2.198 crianças de 0-4 anos no município, 7,8% da população).
Parasitoses intestinais: reduzem a absorção de nutrientes e comprometem o desenvolvimento infantil.
Hepatite A: transmissão fecal-oral relacionada à falta de saneamento.
Leptospirose: associada a áreas alagáveis e presença de roedores.
Doenças de pele e infecções: relacionadas ao contato com água contaminada.
4. Educação
4.1. Contexto
A educação é determinante social de saúde de primeira ordem. A escolaridade da mãe é o fator individual mais fortemente associado à mortalidade infantil, à desnutrição e ao acesso a cuidados de saúde. A escolaridade da população adulta influencia a compreensão das orientações de saúde, a adesão a tratamentos e a capacidade de navegar o sistema de saúde.
4.2. Dados disponíveis
O IVS na dimensão Capital Humano incorpora indicadores de educação que contribuem para a classificação de muito alta vulnerabilidade. Indicadores específicos de educação para Concórdia do Pará incluem:
Presença de crianças em idade escolar: 7.161 crianças de 0-14 anos (25,3% da população) e 2.760 adolescentes de 15-19 anos (9,8%).
Legislação municipal: A Lei Orgânica (arts. 208-223) estabelece o direito à educação, gratuidade, transporte escolar gratuito para estudantes rurais (art. 222, par. único) e inspeção médica obrigatória nos estabelecimentos de ensino (art. 216).
4.3. Impacto na saúde
Gravidez na adolescência: a meta 3.1.1 do PMS registra proporção de gravidez na adolescência de 30% (2022), com meta de redução para 31,90% no quadriênio 2026-2029. A prevalência elevada de gravidez na adolescência é fortemente associada a baixa escolaridade e a condições socioeconômicas desfavoráveis.
Adesão a programas de saúde: a meta de cobertura de acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa Família (meta 1.1.3: 100% para 2026-2029) articula saúde e educação, pois o programa exige frequência escolar e acompanhamento de saúde das crianças.
Busca ativa de escolares: a meta 7.1.16 prevê busca ativa de tracoma em escolares, articulando vigilância epidemiológica e ambiente escolar.
5. Renda e trabalho
5.1. Contexto
A renda é determinante fundamental do acesso a alimentação, moradia, transporte e cuidados de saúde. A dimensão Renda e Trabalho do IVS captura a vulnerabilidade econômica da população, incluindo renda per capita, informalidade e desocupação.
5.2. Dados disponíveis
O IVS de 0,549 indica que a dimensão de renda e trabalho contribui significativamente para a vulnerabilidade do município. Concórdia do Pará é um município de Porte I, com economia baseada predominantemente na agricultura familiar, no extrativismo e no funcionalismo público.
A Lei Orgânica (arts. 170-177) estabelece políticas de apoio à agricultura, incluindo assistência técnica, crédito rural, cooperativas e comercialização direta do produtor ao consumidor. A economia do município não apresenta diversificação industrial ou de serviços significativa.
5.3. Impacto na saúde
Insegurança alimentar: a baixa renda da população, combinada com a dependência de agricultura familiar, cria vulnerabilidade à insegurança alimentar, especialmente em períodos de entressafra ou de eventos climáticos adversos.
Informalidade e ausência de proteção trabalhista: trabalhadores informais não têm acesso a licença médica, auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, o que os força a trabalhar mesmo doentes e a adiar a busca por cuidado de saúde.
Dependência de programas de transferência de renda: o Programa Bolsa Família (PBF) é instrumento fundamental para a segurança de renda da população mais vulnerável. A meta do PMS (1.1.3) prevê acompanhamento de 100% das condicionalidades de saúde do PBF, articulando proteção social e cuidado de saúde.
Custo de deslocamento como barreira de acesso: para populações rurais com renda limitada, o custo de deslocamento até as UBS, o hospital ou os serviços de referência em Castanhal e Belém pode ser barreira intransponível de acesso.
6. Habitação
6.1. Contexto
As condições de habitação afetam a saúde por meio da exposição a vetores, do adensamento domiciliar (transmissão de doenças respiratórias e tuberculose), da ausência de instalações sanitárias adequadas e da vulnerabilidade a desastres naturais (alagamentos, desabamentos).
6.2. Dados disponíveis
A Lei Orgânica (art. 30, inciso IX) atribui ao município a responsabilidade de "promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico". O art. 172 detalha a política de desenvolvimento urbano, incluindo "urbanização, regularização e titulação de áreas urbanas para a população carente" e "saneamento básico".
6.3. Impacto na saúde
Doenças respiratórias: domicílios com adensamento excessivo e ventilação inadequada favorecem a transmissão de tuberculose, pneumonia e outras infecções respiratórias.
Acidentes domésticos: habitações precárias aumentam o risco de acidentes com crianças e idosos.
Saúde mental: condições habitacionais precárias e insegurança de moradia são fatores de risco para depressão e ansiedade.
Doenças vetoriais: habitações sem telas, com acúmulo de água e em áreas alagáveis favorecem dengue, malária (meta 7.1.17 do PMS: manter IPA em 0%) e leishmaniose.
7. Segurança alimentar e nutricional
7.1. Contexto
A segurança alimentar - acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente - é determinante de saúde que afeta especialmente crianças, gestantes e idosos. A desnutrição infantil, a anemia e a deficiência de micronutrientes comprometem o desenvolvimento físico e cognitivo e aumentam a vulnerabilidade a doenças.
7.2. Dados disponíveis
A Lei Orgânica (art. 30, inciso VIII) prevê "fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento e a segurança alimentar". As metas do PMS incluem:
Alimentação saudável na APS (meta 3.2.1): implantar ações de incentivo às práticas de alimentação saudável em 100% das equipes de APS (meta para 2026-2029: 100%).
Atividade física na APS (meta 3.2.2): implantar ações de atividade física em 80% das UBS até 2029.
Acompanhamento do Bolsa Família (meta 1.1.3): o PBF inclui monitoramento nutricional como condicionalidade de saúde.
A presença de Polo de Academia da Saúde no município indica investimento em promoção de hábitos saudáveis, articulando alimentação e atividade física.
7.3. Impacto na saúde
Desnutrição infantil: em município com IVS de muito alta vulnerabilidade, a prevalência de desnutrição infantil tende a ser acima da média nacional. O acompanhamento das condicionalidades do PBF é mecanismo de detecção precoce.
Sobrepeso e obesidade: a transição nutricional em municípios do interior do Pará combina desnutrição em crianças com sobrepeso em adultos, devido ao consumo de alimentos ultraprocessados de baixo custo.
Doenças crônicas associadas à alimentação: hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares - o município tem meta de reduzir a mortalidade prematura (30-69 anos) pelas 4 principais DCNT (meta 6.1.2: 15,40% para 2026-2029), o que depende, em parte, de intervenções sobre alimentação.
8. Populações vulneráveis
8.1. Comunidades quilombolas
As justificativas técnicas das propostas de emendas parlamentares 2026 fazem referência explícita a "comunidades rurais e quilombolas" como público prioritário das ações de saúde. A presença de comunidades quilombolas no território de Concórdia do Pará é relevante para o planejamento por diversos motivos:
Acesso: comunidades quilombolas frequentemente estão localizadas em áreas de difícil acesso, dependendo de estradas não pavimentadas ou de transporte fluvial.
Determinantes específicos: a população quilombola enfrenta determinantes de saúde agravados pela situação fundiária, pelo isolamento geográfico e pela insuficiência de infraestrutura (saneamento, energia, comunicação).
Políticas específicas: a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e Quilombolas preveem ações diferenciadas para essas populações.
ACS locais: a Lei Orgânica (art. 205, par. 1) prevê que "os postos de saúde devem ter um agente de saúde da própria comunidade", princípio particularmente relevante para comunidades quilombolas.
8.2. Populações ribeirinhas e rurais
Concórdia do Pará possui extenso território rural. As populações ribeirinhas e rurais enfrentam:
Distância dos serviços de saúde urbanos.
Dependência de transporte fluvial ou de estradas precárias.
Ocupações com exposição a riscos (agricultura, extrativismo, pesca).
Maior vulnerabilidade a doenças de veiculação hídrica e vetoriais.
Menor acesso a informações de saúde e a programas preventivos.
As ações de busca ativa das equipes de APS e dos ACS são o principal mecanismo de acesso dessas populações ao sistema de saúde. A emenda 36000779029202600 prevê recursos para busca ativa e vacinação itinerante nessas comunidades.
8.3. Crianças e adolescentes
O município possui 9.921 crianças e adolescentes de 0 a 19 anos (35,1% da população), o que configura uma estrutura demográfica ainda jovem. As vulnerabilidades específicas incluem:
Mortalidade infantil: metas de manutenção em zero de óbitos infantis e maternos evitáveis (metas 4.2.3 e 4.2.4).
Gravidez na adolescência: proporção de 30% (2022), com meta de redução.
Violências: o município tem meta de 100% de unidades com notificação contínua de violência (meta 2.1.1).
Condições nutricionais: vulnerabilidade à desnutrição e à transição nutricional.
8.4. Idosos
A população idosa (60+ anos) soma 2.823 pessoas (10,0% do total), com tendência de crescimento acelerado - fenômeno documentado no Caderno 01 (Perfil Demográfico). As vulnerabilidades específicas incluem:
Doenças crônicas: maior prevalência de hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias.
Dependência funcional: necessidade de cuidadores, adaptação domiciliar e acesso a medicamentos de uso contínuo.
Isolamento social: especialmente em comunidades rurais, onde o idoso pode estar distante da família e dos serviços.
Mortalidade prematura (30-69 anos): a meta 6.1.2 foca na redução da mortalidade pelas 4 principais DCNT, atingindo a faixa etária pré-idosa.
9. Síntese: como os determinantes sociais afetam a saúde
A tabela a seguir sintetiza as relações entre os determinantes sociais e os problemas de saúde identificados no município:
| Determinante | Condição no município | Agravos de saúde associados |
|---|---|---|
| Saneamento | Cobertura insuficiente (monitoramento de água <100%) | DDA, parasitoses, hepatite A, leptospirose |
| Educação | IVS muito alta vulnerabilidade | Gravidez na adolescência (30%), baixa adesão a programas |
| Renda | Economia agrícola, alta informalidade | Insegurança alimentar, barreira de acesso ao SUS |
| Habitação | Déficit habitacional (predomínio rural) | Doenças respiratórias, acidentes domésticos, vetoriais |
| Alimentação | Transição nutricional em curso | Desnutrição infantil, sobrepeso adulto, DCNT |
| Território | Comunidades rurais, quilombolas, ribeirinhas | Acesso reduzido, barreiras logísticas, sazonalidade |
A interação entre esses determinantes é cumulativa: a mesma família pode conviver com saneamento precário, baixa escolaridade, renda insuficiente e habitação inadequada, acumulando vulnerabilidades que se potencializam mutuamente. O IVS de 0,549 é a expressão numérica dessa acumulação.
Indicadores correlatos do quadriênio
Os números recentes consolidados a partir das bases locais municipais ajudam a dimensionar o impacto dos determinantes sobre a carga de doença. A população do IBGE passou de cerca de 26.881 em 2022 (cálculo a partir da variação de 1.389 habitantes desde então) para 28.270 habitantes em 2025. O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) registrou 146 óbitos em 2022, 140 em 2023, 159 em 2024 e 154 em 2025, com crescimento marcante das causas externas (de 18 para 41 óbitos/ano), capítulo CID-10 fortemente associado a vulnerabilidade socioeconômica e a contextos rurais com transporte precário. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) registra 1.323 notificações consolidadas, dominadas por outros acidentes em local não especificado (W64, 570 notificações), contato com animal e planta venenosos não especificados (X29, 237), fatores relacionados a condições de trabalho (Y96, 162) e agressão por meios não especificados (Y09, 82), que somados expressam o peso de exposições ocupacionais e do território rural amazônico sobre a saúde da população. A população operacional cadastrada no e-SUS AB municipal soma 33.636 cadastros ativos sem óbito, em 16 unidades com PEC e 29 equipes, refletindo a capacidade territorial da APS para alcançar populações dispersas.
10. Problemas identificados
Fontes: IBGE (Censo 2022 e estimativas), IVS/IPEA, Data Warehouse Akapu, DGMP, RDQAs e RAGs 2022-2025, PMS 2026-2029 (DOMI), Lei Orgânica Municipal, propostas de emendas parlamentares 2026.
Lista de Siglas e Abreviações
| Sigla | Significado |
|---|---|
| ACS | Agente Comunitário de Saúde |
| AIH | Autorização de Internação Hospitalar |
| APS | Atenção Primária à Saúde |
| ASIS | Análise de Situação de Saúde |
| CAPS | Centro de Atenção Psicossocial |
| CIB | Comissão Intergestores Bipartite |
| CIR | Comissão Intergestores Regional |
| CNES | Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde |
| DATASUS | Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde |
| DGMP | DigiSUS Gestor - Módulo Planejamento |
| DOMI | Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores |
| DW | Data Warehouse |
| eSF | Equipe de Saúde da Família |
| eSB | Equipe de Saúde Bucal |
| e-SUS AB | Estratégia e-SUS Atenção Básica |
| IBGE | Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística |
| MAC | Média e Alta Complexidade |
| PAS | Programação Anual de Saúde |
| PMS | Plano Municipal de Saúde |
| RAG | Relatório Anual de Gestão |
| RDQA | Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior |
| SIA | Sistema de Informações Ambulatoriais |
| SIH | Sistema de Informações Hospitalares |
| SIM | Sistema de Informações sobre Mortalidade |
| SINAN | Sistema de Informação de Agravos de Notificação |
| SINASC | Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos |
| SIOPS | Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde |
| SISAB | Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica |
| SMS | Secretaria Municipal de Saúde |
| SUS | Sistema Único de Saúde |
| TFD | Tratamento Fora de Domicílio |
Lista de Tabelas
- Lista gerada automaticamente a partir das tabelas do caderno.
Lista de Gráficos e Figuras
- Lista gerada automaticamente a partir dos gráficos e figuras do caderno.
Legislação Citada
A base normativa abaixo deve ser lida em conjunto com as normas específicas citadas no corpo do Determinantes Sociais. Os links apontam para fontes oficiais de consulta pública na internet.
| Norma | Ementa curta / uso no caderno | Link oficial |
|---|---|---|
| Constituição Federal de 1988 | Arts. 196 a 200 - base constitucional do SUS | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm |
| Lei no 8.080/1990 | Lei Orgânica da Saúde - organização, competências e planejamento do SUS | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm |
| Lei no 8.142/1990 | Participação social e transferências intergovernamentais no SUS | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm |
| Lei Complementar no 141/2012 | Aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde, fiscalização e controle | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp141.htm |
| Decreto no 7.508/2011 | Regiões de Saúde, Mapa da Saúde, planejamento regional e organização das redes | https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm |
| Portaria de Consolidação GM/MS no 1/2017 | Normas sobre organização e funcionamento do SUS; Título IV dos instrumentos de gestão | https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0001_03_10_2017.html |
Fontes de dados
- IBGE - Censo Demográfico 2022 e estimativas populacionais municipais usadas como denominadores.
- DATASUS - sistemas SIM, SINASC, SINAN, SIH/SUS, SIA/SUS, CNES, SISAB e SIOPS, conforme pertinência temática do caderno.
- DigiSUS Gestor - Módulo Planejamento (DGMP) - instrumentos de gestão municipal e registros de monitoramento do ciclo anterior.
- Data Warehouse Akapu - bases públicas e bases locais tratadas para análise histórica, com data de consulta registrada no corpo do caderno quando disponível.
Links utilizados
| Fonte | URL | Uso |
|---|---|---|
| IBGE | https://www.ibge.gov.br | Fonte demográfica e territorial |
| DATASUS | https://datasus.saude.gov.br | Sistemas nacionais de informação em saúde |
| CNES | https://cnes.datasus.gov.br | Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde |
| SISAB | https://sisab.saude.gov.br | Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica |
| SIOPS | https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/siops | Orçamentos públicos em saúde |
| DigiSUS Gestor - Módulo Planejamento | https://digisusgmp.saude.gov.br | Instrumentos de gestão do SUS |
Glossário técnico
| Termo | Definição operacional |
|---|---|
| Análise de Situação de Saúde (ASIS) | Leitura técnica das condições de saúde, da rede e dos determinantes sociais que fundamenta o Plano Municipal de Saúde. |
| Data Warehouse Akapu | Ambiente analítico que consolida bases públicas e locais para gerar séries históricas e indicadores de apoio à gestão. |
| Mapa da Saúde | Descrição geográfica da distribuição de recursos humanos, ações, serviços e indicadores de saúde em uma região. |
| Plano Municipal de Saúde (PMS) | Instrumento central de planejamento do SUS municipal para o período de quatro anos. |
| Programação Anual de Saúde (PAS) | Desdobramento anual do PMS, com ações, metas e recursos previstos para cada exercício. |
