Concórdia do Pará é um município de Porte I, integrante da Região Metropolitana II de Belém. Com população estimada de 28.270 habitantes em 2025, o município apresenta sinais de transição demográfica, com redução progressiva da proporção de crianças e aumento da população idosa. A razão de dependência de 54,6% indica que mais da metade da população é dependente (crianças e idosos), o que exige planejamento adequado de serviços de saúde para esses grupos etários.
| Grupo | Faixa | % |
|---|---|---|
| Crianças | 0-14 anos | 25,3% |
| Adolescentes | 15-19 anos | 9,8% |
| Adultos | 20-59 anos | 54,9% |
| Idosos | 60+ anos | 10,0% |
Entre 2020 e 2025, foram registrados 959 óbitos no SIM, correspondendo a uma média de 160 óbitos/ano. As principais causas de óbito foram: causas externas, doenças do aparelho circulatório, neoplasias e doenças infecciosas.
| Território | Taxa /100mil | Relação |
|---|---|---|
| Concórdia do Pará | 118,5 | 3,0x |
| Pará | 55,2 | 1,4x |
| Brasil | 40,0 | 1,0x |
| Agravo | Casos (período) | Observação |
|---|---|---|
| Tuberculose | 62 | Casos acumulados 2020-2025 |
| Sífilis gestacional | 37 | Casos acumulados 2020-2025 |
| Chagas aguda | 13 | Doença endêmica regional |
| Hanseníase | Presente | Acompanhamento ativo |
| Malária | IPA zero | Sem transmissão autóctone |
| Tipo | Quantidade | Detalhes |
|---|---|---|
| UBS | 18 | Atenção primária |
| Hospital | 1 | 30 leitos |
| CAPS | 1 | Implantado em 2023 |
| EMAD + EMAP | 2 | Atenção domiciliar |
| Outros | 5 | Apoio e gestão |
| Total | 27 |
| Tipo de Equipe | Quantidade |
|---|---|
| eSF (Equipe de Saúde da Família) | 9 |
| eSB (Equipe de Saúde Bucal) | 8 |
| eMulti (Equipe Multiprofissional) | 2 |
| Outras equipes | 2 |
| Total | 21 |
O Mapa da Saúde de Concórdia do Pará organiza a análise territorial exigida para o PMS 2026-2029. Como não há visualização cartográfica operacional vinculada a esta entrega, a representação abaixo consolida a distribuição dos pontos de atenção, os fluxos regionais e os vazios assistenciais a partir dos cadernos da ASIS, do CNES/DGMP e dos instrumentos municipais.
| Camada territorial | Oferta própria | Função no sistema municipal | Limite identificado |
|---|---|---|---|
| Território de APS | 18 UBS, 9 eSF, 8 eSB e ACS | Porta de entrada, busca ativa, pré-natal, crônicos, vacinação e acompanhamento territorial. | Cobertura formal não se converte integralmente em acesso: 1,21 consultas/hab/ano contra parâmetro de 2 a 3. |
| Sede municipal / baixa complexidade hospitalar | Hospital Municipal João Lins de Oliveira, laboratório, farmácia, unidade de vigilância e CAPS I | Urgência local, internações clínicas de baixa complexidade, parto normal, saúde mental e apoio diagnóstico básico. | Hospital sem comissões obrigatórias e sem retaguarda própria para média/alta complexidade. |
| Comunidades rurais, quilombolas e ribeirinhas | UBS/postos, ACS e visitas das equipes | Capilarização do cuidado em áreas dispersas e socialmente vulneráveis. | Barreiras de distância, transporte, sazonalidade e insuficiência de dados territoriais detalhados. |
| Região Metropolitana II | Castanhal como referência intermediária | Consultas, exames e serviços especializados de média complexidade. | Dependência de vagas pactuadas, regulação e transporte sanitário. |
| Macrorregião / capital | Belém como referência estadual | Alta complexidade, oncologia, UTI, cirurgias especializadas e partos de alto risco. | Dependência integral de referência externa para alta complexidade. |
| Questão orientadora | Evidência usada | Componente do Mapa | Implicação para o PMS | Fonte primária |
|---|---|---|---|---|
| A cobertura formal da APS garante acesso efetivo em todo o território? | 100% de cobertura APS/eSB, mas 1,21 consultas APS/hab/ano em 2025. | Rede própria e acesso territorial. | Priorizar ampliação da agenda assistencial, busca ativa, acolhimento e monitoramento de produção por equipe. | Cadernos 01, 03 e ASIS-síntese. |
| Quais comunidades exigem estratégia diferenciada de acesso? | Comunidades rurais, quilombolas e ribeirinhas com barreiras de distância, renda, transporte e sazonalidade. | Condições sociossanitárias e barreiras territoriais. | Planejar equipes itinerantes, ACS locais, vacinação extramuros e transporte sanitário programado. | Cadernos 06 e 07. |
| O hospital municipal cumpre o papel de retaguarda local com segurança sanitária? | Hospital João Lins é a principal porta de urgência, mas opera sem comissões obrigatórias. | Capacidade instalada e governança da rede. | Vincular o PMS à constituição de CCIH, revisão de prontuários, ética e rotina de qualidade hospitalar. | Caderno 03 e perfil do cliente. |
| O município tem retaguarda suficiente para urgência e causas externas? | Internações por causas externas cresceram 53,5% entre 2022 e 2025; SAMU tem parecer favorável, mas habilitação ainda precisa consolidar. | Rede de urgência e fluxos regionais. | Consolidar SAMU, classificação de risco, transporte e pactuação de referência para trauma. | Cadernos 02, 03 e 06. |
| Onde estão os vazios de média e alta complexidade? | Não há alta complexidade própria; média complexidade depende de oferta local limitada e referência para Castanhal; alta complexidade segue para Belém. | Referência regional e macrorregional. | Qualificar regulação, pactuação CIR/CIB e metas de acesso a procedimentos especializados. | Cadernos 03 e 06. |
| A rede materno-infantil alcança gestantes antes do parto? | Apenas 39,7% dos nascidos vivos tinham 7 ou mais consultas de pré-natal em 2022. | Linha de cuidado materno-infantil. | Reforçar pré-natal territorial, transporte para localidades distantes e integração APS-hospital. | Cadernos 02 e 03. |
| A força de trabalho sustenta a longitudinalidade do cuidado? | 77% dos médicos e 97% dos enfermeiros temporários em 2025. | Gestão do trabalho e suficiência de equipes. | Priorizar estabilização de vínculos, educação permanente e dimensionamento por estabelecimento. | Caderno 04. |
| A vigilância tem base normativa para ordenar riscos sanitários no território? | Ausência de Código Sanitário Municipal e lacunas de dados de saneamento. | Vigilância sanitária, ambiental e determinantes sociais. | Criar Código Sanitário, fortalecer VIGIAGUA/VISA e monitorar saneamento nos territórios vulneráveis. | Cadernos 03, 05 e 07. |
| O financiamento disponível sustenta a expansão e a manutenção da rede? | Descumprimento do mínimo constitucional em 2022 (13,49%) e 2024 (14,98%). | Recursos financeiros e sustentabilidade da rede. | Monitorar ASPS mensalmente, trabalhar com margem de segurança acima de 15% e vincular emendas à capacidade instalada priorizada. | Caderno 05 e ASIS-síntese. |
| Quais lacunas informacionais impedem monitoramento territorial preciso? | Faltam séries consolidadas de fila/regulação, TFD, evasão/invasão, saneamento detalhado, cobertura vacinal por imunobiológico e censo de força de trabalho. | Ciência, tecnologia, informação e avaliação. | Criar rotina quadrimestral de consolidação de dados para RDQA, RAG, CMS e revisão da PAS. | Cadernos 02, 04, 06 e 07. |
| Achado do Mapa da Saúde | Resposta no PMS 2026-2029 | Diretriz relacionada |
|---|---|---|
| Baixa resolutividade da APS apesar de cobertura formal. | Ampliar acesso efetivo, produção assistencial e coordenação do cuidado pelas equipes. | D1 - Acesso, APS e ordenação do cuidado. |
| Urgência concentrada no hospital, SAMU ainda em consolidação e aumento de causas externas. | Consolidar SAMU, classificação de risco, fluxos de trauma e referência regional. | D2 - Urgência e Emergência. |
| Pré-natal adequado insuficiente e dependência de transporte para territórios distantes. | Fortalecer Rede Alyne, pré-natal territorial e integração APS-hospital. | D4 - Atenção materno-infantil. |
| CAPS I implantado, mas cuidado depende de integração com APS. | Manter CAPS e realizar 20 ações anuais de matriciamento CAPS-APS. | D5 - Saúde mental e RAPS. |
| Código Sanitário ausente e vulnerabilidade ambiental/sanitária. | Atualizar base normativa e fortalecer vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica. | D7 - Vigilância em saúde. |
| Vínculos temporários fragilizam continuidade do cuidado. | Regularizar e qualificar trabalhadores, com educação permanente e dimensionamento. | D9 - Trabalhadores do SUS. |
| Instabilidade de financiamento e hospital sem comissões obrigatórias. | Qualificar governança, instrumentos de gestão, auditoria interna e eficiência operacional. | D10 - Gestão, eficiência e participação social. |
| Categoria | Temporário | Efetivo |
|---|---|---|
| Enfermeiros | 97% | 3% |
| Médicos | 77% | 23% |
| Técnicos Enf. | 68% | 32% |
| ACS | 45% | 55% |
| Dentistas | 72% | 28% |
| Exercício | % Aplicado | Situação |
|---|---|---|
| 2022 | 13,49% | Descumprimento |
| 2023 | 16,57% | Regular |
| 2024 | 14,98% | Descumprimento |
| 2025 | 16,34% | Regular |
| Cod | Problema | G | U | T | Score | Barra |
|---|---|---|---|---|---|---|
| P01 | Mortalidade causas externas 118,5/100mil | 5 | 5 | 5 | 125 | |
| P12 | Acidentes transporte dobraram | 5 | 5 | 5 | 125 | |
| P13 | TMI crescente (3,4 para 12,4) | 5 | 5 | 5 | 125 | |
| P06 | Precarização trabalhista (97% temporários) | 5 | 5 | 4 | 100 | |
| P10 | Descumprimento 15% ASPS | 5 | 5 | 4 | 100 | |
| P17 | Violência crescente SINAN | 5 | 4 | 5 | 100 | |
| P04 | Rastreamento câncer muito baixo | 5 | 4 | 4 | 80 | |
| P02 | Gravidez na adolescência 30% | 5 | 4 | 3 | 60 | |
| P07 | Hospital sem comissões obrigatórias | 4 | 4 | 3 | 48 | |
| P15 | Saldo COVID sem execução adequada | 4 | 4 | 3 | 48 | |
| P16 | Saúde mental: 4.923 registros de uso de álcool | 4 | 3 | 4 | 48 | |
| P14 | IVS 0,549 (muito alta vulnerabilidade) | 5 | 3 | 3 | 45 | |
| P08 | Falta Código Sanitário municipal | 4 | 3 | 3 | 36 | |
| P09 | Lei SMS defasada (1997) | 4 | 3 | 3 | 36 | |
| P18 | Chagas aguda: 13 casos (área endêmica) | 4 | 3 | 3 | 36 | |
| P03 | Pré-natal 7+ consultas apenas 65,6% | 4 | 4 | 2 | 32 | |
| P05 | Consultas APS 1,22/hab (meta 2-3) | 4 | 4 | 2 | 32 | |
| P11 | Subregistro pré-natal PEC | 3 | 3 | 3 | 27 | |
| P19 | Parto vaginal 45-55% | 3 | 3 | 3 | 27 |